Centrinho: Centro Educacional de Niterói https://www.centrinho.g12.br O Centro Educacional de Niterói (CEN) é uma escola experimental que se mantém na vanguarda da educação desde sua fundação em 1960. Tue, 18 Sep 2018 20:38:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.8 https://www.centrinho.g12.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-favicon-centrinho-niteroi_512-32x32.png Centrinho: Centro Educacional de Niterói https://www.centrinho.g12.br 32 32 5548214 Circular Dia de Integração e Vivências https://www.centrinho.g12.br/circular-dia-de-integracao-e-vivencias/ https://www.centrinho.g12.br/circular-dia-de-integracao-e-vivencias/#respond Tue, 18 Sep 2018 20:37:32 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1988 Convidamos toda a comunidade do CEN, para vivenciar nossa escola numa manhã de oficinas que serão oferecidas por nossos professores.

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Convidamos toda a comunidade do CEN, para vivenciar nossa escola numa manhã de oficinas que serão oferecidas por nossos professores. Os alunos devem se inscrever nas oficinas relacionadas abaixo, e devolver o canhoto de suas inscrições até SEXTA-FEIRA, dia 21 de setembro. As turmas de Fundamental I, podem mandar o canhoto via agenda, e as de Fundamental II e Ensino Médio, devem entregar na Coordenação, no envelope pardo que estará no mural da sala das coordenadoras.

ERRATA: OS ALUNOS DO FUNDAMENTAL I ESTÃO AUTORIZADOS A VIR AO EVENTO SEM OS RESPONSÁVEIS.

Circular Dia Integracao Vivencias

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Novo Sistema Cantina e Refeitório https://www.centrinho.g12.br/novo-sistema-cantina-e-refeitorio/ https://www.centrinho.g12.br/novo-sistema-cantina-e-refeitorio/#respond Tue, 18 Sep 2018 00:20:00 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1980 Cartão Pré-Pago LANCHE ELECTRON - IUUPI: Sistema permite controle de gastos e acompanhamento do consumo on-line

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CantinaCartão Pré-Pago LANCHE ELECTRON – IUUPI

Sistema permite controle de gastos e acompanhamento do consumo on-line

Para oferecer ainda mais conforto aos alunos, responsáveis e funcionários, a Cantina do Centrinho disponibiliza o IUUPI – Pagamento Inteligente, que migrou sua patente anterior denominada Lanche Electron. Trata-se de um sistema pré-pago para o consumo no colégio.

O uso do sistema de pagamento inteligente permite ao responsável, entre outras funções, o controle de gasto diário, acompanhamento de consumo por extrato, cargas e recargas on-line (com quaisquer valores), tudo diretamente no site do IUUPI (https://www.iuupi.com.br). Há ainda um vídeo explicativo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=npfG8j9OtwQ.

Com o uso desse sistema todos os usuários deixarão de circular diariamente com dinheiro para a alimentação, gerando mais conforto e segurança. Mas para isso, todos deverão ser cadastrados como usuários (alunos ou funcionários) do sistema.

Para poder utilizar o sistema IUUPI, deverá ser cadastrada uma CONTA CLIENTE no site da empresa, onde poderão ser esclarecidos maiores detalhes.
Informamos que a empresa entrou em contato conosco, pois a antiga plataforma denominada Lanche Electron não mais estará atendendo, pelo que todos dados foram exportados para a plataforma IUUPI, gerenciada pela mesma equipe anterior.

As funcionárias da Cantina/Refeitório, Aline Mendes e Patricia Rezende, poderão sanar quaisquer dúvidas relativas aos débitos de meses anteriores, podendo o responsável que o desejar, agendar conversa com as mesmas.

Nos colocamos a disposição para sanarmos quaisquer dúvidas.

Equipe Cantina e Refeitório

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Circular GEOHCEN https://www.centrinho.g12.br/circular-geohcen/ https://www.centrinho.g12.br/circular-geohcen/#respond Sun, 16 Sep 2018 18:21:26 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1976 Estamos transferindo, conforme informe em anexo, nossa atividade de Limpeza de Praia na Praia de Adão, do dia 16/09 para o dia 23/09, devido à previsão de chuvas para os próximos três dias.

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Sr. (a) Responsável,

Estamos transferindo, conforme informe em anexo, nossa atividade de Limpeza de Praia na Praia de Adão, do dia 16/09 para o dia 23/09, devido à previsão de chuvas para os próximos três dias.

Atenciosamente, GEOHCEN

Circular

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Circular Reunião de Responsáveis 2º. Trimestre https://www.centrinho.g12.br/circular-reuniao-de-responsaveis-2o-trimestre/ https://www.centrinho.g12.br/circular-reuniao-de-responsaveis-2o-trimestre/#respond Wed, 05 Sep 2018 18:19:07 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1954 Com o final do segundo trimestre, faz-se necessário um encontro família - escola para sanar possíveis dúvidas em relação aos resultados.

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CIRCULAR

Com o final do segundo trimestre, faz-se necessário um encontro família – escola para sanar possíveis dúvidas em relação aos resultados.

Após verificar o boletim do aluno, que estará disponível nos canais do responsável e do aluno no site da escola, a partir da próxima semana, o responsável deverá agendar PREVIAMENTE um horário com o professor cuja matéria suscitou qualquer dúvida. Este procedimento procura abreviar as longas filas e esperas características dos anos anteriores. Os agendamentos deverão ser realizados com a secretária Melissa, pelo telefone da escola (21) 3608-1414 Ramal: 28.

Os professores estarão disponíveis ao atendimento individual das 16h às 17h30 nas seguintes datas:

  • FUNDAMENTAL II ( 6o ao 9o ano) : 13 de setembro ( quinta- feira)
  • ENSINO MÉDIO ( 1 à 3a série) : 20 de setembro ( quinta- feira)

Atenciosamente,
Gisele Paes e Larissa Engelhard
Coordenadoras de Fundamental II e Ensino Médio

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Circular da Limpeza Praia de Adão 2018 https://www.centrinho.g12.br/circular-da-limpeza-praia-de-adao-2018/ https://www.centrinho.g12.br/circular-da-limpeza-praia-de-adao-2018/#respond Fri, 31 Aug 2018 02:04:07 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1939 Para darmos continuidade ao projeto, estamos convidando a todos os membros da comunidade escolar do CEN: alunos, pais, familiares, professores e funcionários para realizarmos a segunda fase do projeto, voltando ao local onde iniciamos o projeto, fazendo uma LIMPEZA DE PRAIA EM JURUJUBA - PRAIA DE ADÃO, no próximo dia 16/09, domingo, das 8h30 às 11h30.

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Senhor (a) Responsável,

O Clube de Geografia e História do Centro Educacional de Niterói (GeoHCEN) foi escolhido, em 2017, pelo Rotary Club de Icaraí, como escola polo do projeto Sentinelas do Mar. O projeto é subsidiado pelo Rotary Clube de Scotts Valley (EUA), além de outras entidades internacionais. Em 2017 realizamos nossa primeira atividade na praia de Adão, em Jurujuba.

O projeto pretende transformar nossos alunos em guardiões ativos das bacias hidrográficas de suas regiões, com foco na poluição de plásticos no mar, analisando as fontes dos detritos, propondo ideias e liderando a implementação de soluções no espaço escolar e em suas próprias comunidades. Além disso, pode contribuir para um ambientemais saudável, para uma maior conscientizaçãoe responsabilidade sobre nossos resíduos sólidos. E tem mais: conhecer lindas praias pouco conhecidas localizadas na entrada da Baía de Guanabara, enfim, cuidar do que a gente gosta.

Para darmos continuidade ao projeto, estamos convidando a todos os membros da comunidade escolar do CEN: alunos, pais, familiares, professores e funcionários para realizarmos a segunda fase do projeto, voltando ao local onde iniciamos o projeto, fazendo uma LIMPEZA DE PRAIA EM JURUJUBA – PRAIA DE ADÃO, no próximo dia 16/09, domingo, das 8h30 às 11h30.

Circular

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Limpeza de Praia – Dia 16 de Setembro – Domingo https://www.centrinho.g12.br/limpeza-de-praia-dia-16-de-setembro-domingo/ https://www.centrinho.g12.br/limpeza-de-praia-dia-16-de-setembro-domingo/#respond Tue, 28 Aug 2018 13:44:43 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1935 O Clube de Geografia e História do Centro Educacional de Niterói (GeoHCEN) foi escolhido, em 2017, pelo Rotary Club de Icaraí, como escola polo do projeto Sentinelas do Mar. O projeto é subsidiado pelo Rotary Clube de Scotts Valley (EUA), além de outras entidades internacionais. Em 2017 realizamos nossa primeira atividade na praia de Adão, […]

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O Clube de Geografia e História do Centro Educacional de Niterói (GeoHCEN) foi escolhido, em 2017, pelo Rotary Club de Icaraí, como escola polo do projeto Sentinelas do Mar. O projeto é subsidiado pelo Rotary Clube de Scotts Valley (EUA), além de outras entidades internacionais. Em 2017 realizamos nossa primeira atividade na praia de Adão, em Jurujuba.

O projeto pretende transformar nossos alunos em guardiões ativos das bacias hidrográficas de suas regiões, com foco na poluição de plásticos no mar, analisando as fontes dos detritos, propondo ideias e liderando a implementação de soluções no espaço escolar e em suas próprias comunidades. Além disso, pode contribuir para um ambiente mais saudável, para uma maior conscientização e responsabilidade sobre nossos resíduos sólidos. E tem mais:  conhecer lindas praias pouco conhecidas localizadas na entrada da Baía de Guanabara, enfim, cuidar do que a gente gosta.

Para darmos continuidade ao projeto, estamos convidando a todos os membros da comunidade escolar do CEN: alunos, pais, familiares, professores e funcionários para realizarmos a segunda fase do projeto, voltando ao local onde iniciamos o projeto, fazendo uma LIMPEZA DE PRAIA EM JURUJUBA –  PRAIA DE ADÃO, no próximo dia 16/09, domingo, das 8h30 às 11h30.

Leia a circular : https://drive.google.com/open?id=0B7o1jsWH0kf3QmRjbDZFVlZfOXM

Imprima ou envie a ficha de inscrição : https://drive.google.com/open?id=1O_PDYCJRIMSoxQtRljxzpWYZMFSp-XRP

ANTES DE ENVIAR A FICHA É FUNDAMENTAL LER A CIRCULAR COMPLETA. TODOS OS DETALHES ESTÃO LÁ.

Em 2017 foi assim :

Projeto Sentinelas Mar Cen Projeto Sentinelas Mar Cen Projeto Sentinelas Mar Cen

 

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Os perigos da história única. A África é uma só? https://www.centrinho.g12.br/os-perigos-da-historia-unica-a-africa-e-uma-so/ https://www.centrinho.g12.br/os-perigos-da-historia-unica-a-africa-e-uma-so/#respond Thu, 16 Aug 2018 11:30:47 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1924 No site do Projeto #Colabora , uma importante discussão. Temos, por vezes, visões muito únicas sobre vários temas e isso gera, obviamente, preconceitos. A visão da áfrica tão somente a partir da conquista europeia é uma delas. Que tal saber das civilizações anteriores? Axum, Mali, Benin, Gana, Nok, Cuche, Songai, Zulu…conhece? Racismo e segregação: os […]

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No site do Projeto #Colabora , uma importante discussão. Temos, por vezes, visões muito únicas sobre vários temas e isso gera, obviamente, preconceitos. A visão da áfrica tão somente a partir da conquista europeia é uma delas. Que tal saber das civilizações anteriores? Axum, Mali, Benin, Gana, Nok, Cuche, Songai, Zulu…conhece?

Racismo e segregação: os perigos da ‘história única’

Com sementes trazidas em cada navio negreiro, o preconceito em relação aos africanos permanece até hoje. Mas isso está mudando graças ao esforço de pesquisadores

Gravura do século XIX mostra a posição dos escravos nos navios negreiros. Reprodução Costa/Leemage/AFP
Gravura do século XIX mostra a posição dos escravos nos navios negreiros: despidos de qualquer identidade. Reprodução Costa/Leemage/AFP

Num vídeo do projeto TED Talks, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie analisou, tão irônica quanto brilhante, a percepção de uma colega de quarto americana sobre o fato de ela ter vindo da África para cursar uma universidade nos EUA: “O que me impressionou foi que ela sentiu pena de mim antes mesmo de ter me visto. (…) um tipo de arrogância bem intencionada, piedade. Minha colega de quarto tinha uma história única sobre a África. Uma única história de catástrofe. Nessa história única não havia possibilidade de os africanos serem iguais a ela, em hipótese alguma”.

No vídeo de 2009, assistido por mais de 15 milhões de pessoas, Chimamanda alerta para um dos maiores males contemporâneos: o perigo da história única. Que não é uma prática de hoje. O continente africano e todas as nações que se desenvolveram por lá foram – e continuam sendo – vítimas da construção dessa história única na qual a África é percebida como se fosse um país e sua população observada com olhos repletos de paternalismo e piedade. Fruto dos quase 400 anos de tráfico de cativos para as Américas, durante os quais a palavra “africano” se tornou sinônimo de “escravo”.

Assim como eu, muitas crianças entre os anos de 1970 e 2000, aprenderam que os “negros escravos” eram “preguiçosos” e “indolentes”. O que não aprendemos é que eles eram despejados no Brasil já despidos de qualquer identidade

A construção do estereótipo do “africano” como selvagem, gutural, animalesco e, portanto, passível de escravização é antiga. Já no século V a.C., o grego Heródoto de Halicarnasso garantia que os habitantes da Líbia (região onde hoje estão a Líbia, o Egito e o Sudão), chamados de “etíopes”(homens de cara preta), eram negros por causa do calor, inferiores e bárbaros se comparados com outros povos, incluindo os antigos egípcios. O greco-egípcio Ptolomeu não ficou atrás. No século II d.C. somou um quê de “determinismo geográfico” às características dos povos africanos conhecidos até então. Para ele também o calor intenso causava deformações físicas e só os mais adaptados, ou seja, os mais pretos e disformes, eram capazes de sobreviver em regiões tão hostis.

Houve exceções. Os egípcios, reinando absolutos num passado longínquo entre o século XXXII a.C. e o século I a.C., são estudados e retratados até hoje como uma das civilizações mais complexas da história da humanidade. Além deles, os cartagineses, conhecidos também como púnicos, também tiveram seu lugar sob o sol da história sem serem tachados de trogloditas. Foram reconhecidos por estabelecerem uma organização social, política e militar sem precedentes no norte da África, entre os séculos IX a.C e II d.C. No caminho para se tornar império, Roma precisou, primeiro, derrotar civilização cartaginesa nas Guerras Púnicas.

A escritora Chimamanda Ngozi Adichie: alerta para o perigo da história única. Foto: Stephane de Sakutin/AFP
A escritora Chimamanda Ngozi Adichie: alerta para o perigo da história única. Foto: Stephane de Sakutin/AFP

Ao longo da Idade Média, à visão de Heródoto e Ptolomeu somou-se o mito camítico, ou seja a crença de que todos os habitantes do continente seriam descendentes de Cam, filho proscrito de Noé, que amaldiçoou toda a linhagem a ser serva dos servos dos outros irmãos. É fácil entender por que o mito camítico ganhou impulso a partir da virada do século XV para o século XVI, quando o comércio de escravizados africanos para as Américas se estabeleceu. Afinal, era preciso justificar uma escravização em massa, que não era fruto de guerras ou conflitos, aos olhos dos rígidos 10 mandamentos judaico-cristãos.

O escritor e poeta palestino Mourid Barghouti, um dos maiores combatentes do que ele chama  de “asfixia social e moral” das minorias, defende que a indústria cultural tem o mesmo poder de criar narrativas que supervalorizem as características de determinados cidadãos ou povos, como também pode aprisioná-los dentro de estereótipos duradouros. Barghouti propõe um exercício bem simples de semiótica: imaginar a história das Américas começando com o movimento de sedentarização das sociedades indígenas por aqui e olhando o europeu como um invasor vindo do alto mar.

A História da África que aprendemos nos bancos escolares começa sempre com a escravização e a venda das populações negras no litoral das Américas. Assim como eu, muitas crianças entre os anos de 1970 e 2000, aprenderam que os “negros escravos” eram “preguiçosos” e “indolentes”. O que não aprendemos é que eles eram despejados no Brasil já despidos de qualquer identidade: perdiam suas famílias, davam voltas em torno das “árvores do esquecimento” para deixarem para trás seus passados como pessoas livres, tinham seus nomes e suas religiões “apagados” para serem batizados e ganharem nomes cristãos, tudo isso antes do embarque nos navios negreiros – os tumbeiros.

Árvore do esquecimento em Uidá, no Benim: plantada pelo rei Agdajá, em 1727, está conservada até hoje: para não esquecer. Foto: Alexandre Santos
Árvore do esquecimento em Uidá, no Benim: plantada pelo rei Agdajá, em 1727, está conservada até hoje: para não esquecer. Foto: Alexandre Santos

Mas e se começássemos a história dos povos e do continente africano a partir do Egito Antigo ou do surgimento da civilização cartaginesa? E se pudéssemos iniciar a história da África a partir das complexas organizações estatais, sociais e religiosas dos reinos Zulu, de Merina, do Gana ou do Congo? Ou mesmo começando pela ascensão e queda dos impérios de Axum, de Songhai, do Mali, Monomotapa ou Almorávida? Todos mais desenvolvidos do que boa parte da Europa feudal.

Como a história única do continente africano foi construída a partir da captura, escravização e venda de seus povos, todo e qualquer protagonismo foi reduzido às relações comerciais entre os africanos que escravizavam e vendiam seus vizinhos e os europeus e americanos que trocavam cativos por armas, munições, ferramentas, tecidos, tabaco e cachaça ou rum. O embaixador Alberto da Costa e Silva, integrante da Academia Brasileira de Letras e um dos mais importantes africanistas do país, afirma que “os historiadores brasileiros sempre viam a história das relações Brasil-África com o continente africano figurando como fornecedor de mão de obra escrava para o Brasil, como se o africano que era trazido à força nascesse num navio negreiro”.

A escravidão nas Américas teve um componente ainda mais cruel: a “racialização” do escravizado e de seus descendentes. Ao contrário do que acontecia no império grego, romano, axumita ou de Canem, os ex-cativos e seus descendentes tinham a possibilidade de esconder seu passado, pois não havia como distinguir apenas pela aparência quem era cativo, quem era liberto e quem era senhor. Isso dava a possibilidade de recomeçar a vida sem ser tachado de ex-escravo. Aqui nas Américas isso não foi possível. A palavra “escravo” se tornou sinônimo de “negro”. O componente racial se tornou ingrediente das práticas segregacionistas, discriminatórias e humilhantes da população afrodescendente brasileira. Fossem escravos ou libertos. Em qualquer das condições, nunca puderam se integrar plenamente por causa da cor da pele e por causa da história única que vinha agregada a ela.

Essa história única criou estereótipos em ambos os lados do oceano Atlântico e naturalizou imagens e percepções que não foram questionadas, entendidas em seu contexto e superadas. Os preconceitos e a segregação ficaram parados onde sempre estiveram durante quatro séculos.

A naturalização da segregação e o desrespeito às manifestações culturais e religiosas dos afrodescendentes estão diretamente ligadas à maneira perversa com a qual a liberdade foi concedida aos escravos: sem garantias de poder exercê-la com dignidade.

Porém, a situação vem mudando. Alberto da Costa e Silva lembra que “poucas áreas do conhecimento histórico experimentaram, nos últimos cinquenta anos, avanços tão expressivos quanto as dedicadas à escravidão nas Américas e ao tráfico transatlântico de escravizados”. Essa afirmação está no prefácio do recém-lançado “Dicionário da Escravidão e Liberdade”, que por si só já é prova disso com 50 verbetes e mais de 500 páginas. Um esforço que se une ao de Nei Lopes, Clóvis Moura, Mary Karasch e tantos outros “dicionaristas” da história africana e da escravidão brasileira em dar nome e contexto às populações que atravessaram o Atlântico, até então, vistas e percebidas como uma massa única de “mercadorias”.

Novas camadas vêm sendo acrescidas nesse mosaico histórico pelo simples resgate de fatos e situações. Como, por exemplo, a recente descoberta da pesquisadora Flora Thomson-Deveaux de que o famoso restaurante Calabouço, onde o estudante Edson Luis foi morto durante a ditadura militar, foi realmente um local de castigos e sevícias de escravos, bancada pelo Estado. Descoberta feita enquanto ela traduzia para o inglês o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, do escritor afrodescendente Machado de Assis. Uma citação fortuita no texto, discreta e nunca pesquisada com o devido cuidado, a fez destrinchar um novelo que revelou a existência dessa casa pública onde os escravos poderiam ser punidos “porém com reserva e humanidade”. Uma casa de terceirização dos açoites para manter leves e limpas as mãos e as consciências dos senhores de escravos do Rio de Janeiro na primeira metade do século XIX.

O que falar, então, de duas importantíssimas bases de dados, acessíveis a qualquer curioso ou pesquisador: a Trans-Atlantic Slave Trade e a Slave Biographies? A primeira, fruto da junção das pesquisas de David Richardson e David Eltis, é uma extensa compilação de informações e dados a respeito das etnias africanas escravizadas e vendidas para a Europa e para as Américas. A segunda reúne informações sobre as identidades de pessoas escravizadas que desembarcaram no Maranhão e na Louisiana. Essa base de dados contém informações sobre os nomes, as etnias e as habilidades de cada escravizado desembarcado nessas cidades. É o trabalho de uma vida da pesquisadora octogenária Gwendolyn Midlo Hall, que só em 2017 teve o importante livro “Escravidão e Etnias Africanas nas Américas: Restaurando os Elos”, lançado no Brasil.

Vivemos uma época em que a História vem sendo visivelmente questionada. Heróis antes esquecidos, ou relegados a segundo plano, estão sendo redescobertos, reconquistando seus lugares de direito. Mourid Barghouti diria que começar a história da abolição dos escravos no Brasil a partir da promulgação da lei Áurea – e alçando a princesa Isabel como protagonista inquestionável – é uma história única já caduca que está sendo deixada para trás. A verdade histórica da abolição começa com o resgate de vários heróis negros escondidos ou forçados ao esquecimento. Isso porque, com exceção do Haiti, liderado pelos escravizados Toussaint Louverture e Jean Jacques Dessalines, em nenhuma outra região do planeta os escravos ou ex-escravos conseguiram eles mesmos abolirem a escravidão. Aos poucos, nomes como os de Antônio Rebouças, André Rebouças, Luiz Gama, José do Patrocínio, Tobias Barreto, Francisco José do Nascimento (o Dragão do Mar), Francisco de Paula Brito (pai da imprensa negra brasileira, fundador do jornal “O Homem de Cor ou O Mulato”) e tantos outros estão saindo da sombra projetada pela princesa Isabel e ganhando notoriedade.

A própria circunstância em que a abolição foi assinada, justificada e divulgada vem sendo alvo de um “alargamento” de contexto. Na verdade foi uma libertação sem amparo, distribuindo carência e carestia. Como a vivida pelo o ex-escravo Sabino, personagem principal de “Banzo”, conto do caboclo Coelho Neto publicado em 1913. Nele, o liberto Sabino conta suas desventuras a partir do momento em que o antigo senhor, nhô Roberto, o expulsa da fazenda no dia da abolição: “Que fosse pro inferno! Estava livre! Os canalhas que o sustentassem”. A partir daí, o homem livre Sabino passa a viver de caridade sem qualquer amparo e mendigando à saída da estação de trem. Sabino, então reflete: “Liberdade… pois sim! Gente anda morrendo à toa! Urubu é que gosta!”

O preconceito e o racismo estruturais e sociais de hoje têm suas sementes trazidas dentro de cada navio negreiro, na alma de cada homem livre capturado, escravizado e enviado para as Américas. A naturalização da segregação e o desrespeito às manifestações culturais e religiosas dos afrodescendentes estão diretamente ligadas à maneira perversa com a qual a liberdade foi concedida aos escravos: sem garantias de poder exercê-la com dignidade. Também tem a ver com a ignorância seletiva a respeito do outro, um processo oposto ao da empatia. Afinal, o que explicaria a motivação do dono de um restaurante em São Paulo em batizar seu empreendimento, em pleno século XXI, de Senzala? Ou a iniciativa de uma empresária paraense em dar à filha uma festa de 15 anos na qual ela pudesse viver “um dia de sinhá”, sendo servida e pajeada por atores contratados para agir como  escravos.

Resgatar os heróis abolicionistas, recuperar narrativas como a de Banzo, revisar e revisitar criticamente nossa própria história são passos importantes para entender que o passado está intimamente ligado ao presente. Há pouco mais de 15 anos, as escolas brasileiras foram obrigadas a oferecer aulas sobre as culturas africanas e afro-brasileiras. A Lei 10639 vem sendo responsável por apresentar novas perspectivas e novos protagonistas negros a uma juventude sedenta de heróis que a represente.

Uma história única do passado gera os estereótipos do presente. Como no poema “Pobre Menino Preto” do escritor e ativista Oliveira Silveira, um dos idealizadores do dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra.

Pobre menino preto
brincando com a turma

Se imagina mocinho
não cola

Os mocinhos são brancos
como os outros

Se imagina tarzã
se pendura no galho
não cola

Porque eles o imaginam
chita
macaco
chimpanzé
orangotango

Não pode brincar de Zumbi
ou Toussaint Louverture
porque são heróis de verdade
que ninguém conhece
nem ele mesmo nunca ouviu falar.

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Racismo e segregação: os perigos da ‘história única’ 

 

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Comunicado sobre o Projeto Integração https://www.centrinho.g12.br/comunicado-sobre-o-projeto-integracao/ https://www.centrinho.g12.br/comunicado-sobre-o-projeto-integracao/#respond Tue, 14 Aug 2018 21:47:17 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1920 Em função da necessidade de alterações no Projeto Integração, inicialmente agendado em nosso calendário para culminar no próximo sábado dia 18 de agosto, e visando proporcionar maior número de opções aos participantes — alunos, professores e funcionários — estamos remarcando a culminância do evento para setembro, sábado dia 22/09/2018.

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Prezados Srs. Responsáveis,

Em função da necessidade de alterações no Projeto Integração, inicialmente agendado em nosso calendário para culminar no próximo sábado dia 18 de agosto, e visando proporcionar maior número de opções aos participantes — alunos, professores e funcionários — estamos remarcando a culminância do evento para setembro, sábado dia 22/09/2018.

O detalhamento e a programação deste evento seguirão oportunamente. Contando desde já com a compreensão de todos.

Atenciosamente,
Equipe de Professores da UEBCEN

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Terceirão na UFF https://www.centrinho.g12.br/terceirao-na-uff/ https://www.centrinho.g12.br/terceirao-na-uff/#respond Thu, 09 Aug 2018 11:37:04 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1903 Visita guiada dos alunos do 3º ano do EM do CEN à UFF.

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A 3ª série do Ensino Médio do CENTRO EDUCACIONAL DE NITERÓI participou , no dia 08 de agosto de 2018, do projeto Conheça Uff, que consiste na vistita aos diferentes campi da Universidade Federal Fluminense ( Gragoata, Valonguinho e Praia Vermelha), em especial o laboratorio de morfologia , a biblioteca central do campus do Gragoata e o laboratório da Engenharia. Veja as fotos desse importante momento :

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Estamos vivendo uma nova era geológica na Terra? https://www.centrinho.g12.br/estamos-vivendo-uma-nova-era-geologica-na-terra/ https://www.centrinho.g12.br/estamos-vivendo-uma-nova-era-geologica-na-terra/#respond Thu, 02 Aug 2018 15:21:45 +0000 https://www.centrinho.g12.br/?p=1896 Estamos vivendo uma nova era geológica? Alguns cientistas dizem que sim.

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Pré-cambriana, Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica, eis as Eras Geológicas da Terra. Alguns cientistas agora propõe que vivemos uma nova era geológica, marcada pela intervenção humana. Nesse artigo, publicado pelo portal de notícias  #COLABORA , o jornalista José Eduardo Mendonça, pioneiro em jornalismo ambiental, explica a ideia.

Bem-vindos ao Antropoceno

Ação humana inaugura nova era geológica global

Uma tradicional árvore americana, completamente seca no Joshua Tree National Park, na Califórnia. Foto de Mark Ralston/AFP
Uma tradicional árvore americana, completamente seca no Joshua Tree National Park, na Califórnia. Foto de Mark Ralston/AFP

O cenário se tornou comum. Cada mês, desde outubro de 2015, estabelece um novo recorde de calor, fruto da continuada queima de combustíveis fósseis pelas atividades humanas. Fontes de energia renovável começam a ocupar espaço significativo e apresentam custos competitivos, mas sua capacidade de ajudar a reverter um quadro desastroso no médio prazo tem pouco fôlego.

“Há dois bilhões de anos, cianobactérias oxigenaram a atmosfera e provocaram uma revolução na vida da Terra. Mas elas não sabiam. Nós somos a primeira espécie que se tornou uma influência de escala planetária e sabe disso. É isto que nos distingue”.

Andrew Revkin
Blogueiro do New York Times

Os efeitos estão por todo lado, como eventos extremos do tempo (que se tornam cada vez mais frequentes e severos), enchentes, secas ou a migração de espécies vegetais e animais para latitudes ou alturas onde sua sobrevivência é possível. A migração não demorará a acontecer também com os humanos.

Como se não bastasse, anuncia-se agora que o planeta está aquecendo em um ritmo sem precedente nos últimos mil anos, tornando “muito improvável” que o mundo fique dentro de um limite crucial de temperatura acordado entre nações do mundo na conferência do clima de Paris, segundo o principal cientista do clima da Nasa.

Neste ano o planeta está fervendo, com a temperatura média global 1.38ºC acima dos níveis da Revolução Industrial. Isto é considerado perigosamente próximo do limite de 1.5ºC concordado no acordo de Paris. Além deste patamar, afirma a ciência do clima no relatório do Painel Intergovernamental do Clima da ONU (IPCC), as coisas podem se tornar insustentáveis e saírem do controle com os efeitos de feedback. Julho foi o mês mais quente desde que os registros começaram a ser feitos, em 1880.

Mas de acordo com a Nasa, registros de temperatura deixados muito antes, e analisados por núcleos de gelo e sedimentos, sugerem que o aquecimento de décadas recentes está em descompasso com qualquer período no último milênio.

“Entramos realmente em um território excepcional nos últimos 30 anos,” afirma Gavin Schmidt, diretor do Centro Goddard de Estudos Espaciais da Nasa. “Isto não tem precedente em mil anos. Não existe período no século 20 com esta tendência de inclinação de temperaturas”.

A produção massiva de carvão na China é um dos principais símbolos do impacto do homem sobre o planeta. Foto de Zhou jianping / Imaginechina
A produção massiva de carvão na China é um dos principais símbolos do impacto do homem sobre o planeta. Foto de Zhou jianping / Imaginechina

Os dados indicam que os humanos alteraram permanentemente o planeta? A questão está no centro de um debate entre geólogos e ecologistas sobre em qual período, afinal, vivemos.

Segundo a União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS), organização profissional responsável por definir a escala de tempo da Terra, ainda estamos oficialmente dentro da era do Holoceno, que se iniciou 11.700 anos atrás, após a última era do gelo.

Há quem discorde. Alguns especialistas afirmam que adentramos o Antropoceno (de anthropo, “homem”, e cene (novo), porque a espécie humana causou a extinção em massa de espécies de plantas e animais, poluiu os oceanos e alterou a atmosfera, entre outros impactos duradouros.

A palavra Antropoceno entrou na moda desde que o químico atmosférico e prêmio Nobel Paul Crutzen a tornou popular em 2000. E não parou de aparecer. Este ano, foi adotada por círculos científicos mais amplos. Esteve em quase 200 artigos científicos, a editora Elsevier lançou um novo periódico chamado Anthropocene e a IUGS convocou um grupo de estudiosos para decidir em 2016 se declaram que o Holoceno acabou e o Antropoceno começou.

Para Andrew Revkin, celebrado blogueiro do clima do New York Times, criador de um termo semelhante em 1992 que não pegou (Antroceno), é significativo que a questão esteja sendo motivo de debate. “Há dois bilhões de anos, cianobactérias oxigenaram a atmosfera e provocaram uma revolução na vida da Terra. Mas elas não sabiam. Nós somos a primeira espécie que se tornou uma influência de escala planetária e sabe disso. É isto que nos distingue”.

Cientistas ainda estão considerando como datar a transição de eras, mas acreditam que ela aconteceu em algum ponto em meados do século passado. A recomendação deles teria de ter o acordo da IUGS para ser formalmente declarada e entrar nos livros-texto.

Uma declaração da Universidade de Leicester, na Inglaterra, sobre a “recomendação provisória” do grupo de trabalho, afirma: “O conceito do Antropoceno é geologicamente real. O fenômeno é de escala suficiente para ser considerado parte da Carta Cronostratigráfica Internacional, mais comumente conhecida como Escala de Tempo Geológica”. “O impacto humano deixou traços discerníveis nos registros estratigráficos por milhares de anos – na verdade, desde antes do começo do Holoceno”.

Ainda segundo a universidade, as mudanças no Sistema da Terra que caracterizam a Era Antropocênica incluem aceleração marcante das taxas de erosão e sedimentação, perturbações de grande escala nos ciclos de carbono, nitrogênio, fósforo e outros elementos, o começo de mudança significativa no clima global e no nível do mar, e alterações bióticas, como níveis sem precedentes de invasões de espécies em todo o planeta. “Muitas destas mudanças têm longa duração geológica e algumas são efetivamente irreversíveis”.

“Estes e outros processos relacionados deixaram uma gama de sinais em estratos recentes, incluindo partículas de plástico, alumínio e concreto, radionuclídeos artificiais, mudanças nos padrões de isótopos de carbono e nitrogênio, cinza na atmosfera e diversos restos de materiais fossilizáveis. Muitos destes sinais vão deixar registro permanente nos estratos da Terra”.

Assim, o Holoceno ficará marcado como o mais curto tempo geológico. Seu predecessor imediato, o Pleistoceno, durou 2,5 milhões de anos, enquanto que o Eoceno permaneceu por quase 22 milhões. E se os humanos prosseguirem nesta marcha de destruição, quanto tempo o Antropoceno, e a humanidade, vão durar?

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Escrito por José Eduardo Mendonça

José Eduardo Mendonça

É jornalista, com passagens por publicações como Exame, Gazeta Mercantil, Folha de São Paulo, e criador da revista Bizz e do suplemento Folha Informática. Vem nos últimos anos se dedicando aos temas ligados à sustentabilidade e foi pioneiro ao fazer, para o Jornal da Tarde, em 1976, uma série de matérias sobre energia limpa.

LINK PARA O ARTIGO : ANTROPOCENO

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